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APARAS DE ESCRITA: Março 2005

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quarta-feira, março 23, 2005

RESULTADOS DE UMA INÉRCIA INSTALADA (CADERNO DE VIAGENS)

Abstraindo os casos patológicos, é costume classificar as pessoas, quanto ao seu grau de iniciativa, em proactivas e reactivas. As primeiras seriam aquelas que comandariam os acontecimentos, que actuariam independentemente de pressões exteriores, as que, em suma, escreveriam a História. As outras limitar-se-iam a responder,
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segunda-feira, março 21, 2005

HÁ MALES QUE VÊM POR BEM (CADERNO DE VIAGENS)

Por experiência própria, todos sabemos que o português falado e escrito no Brasil é bem diferente do português ibérico. Mas essa diferença grande, quase da largura do oceano, não se limita à qualidade lexical, rítmica e melódica apresentada à saciedade pelas telenovelas que transbordam dos vários canais de televisão; nem é à eventual diferença na doçura da fala ou no calor da expressão aquilo a que me refiro. Falo da diferença de qualidade na utilização das regras gramaticais da Língua, com repercussão negativa na linguagem e na escrita.
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quarta-feira, março 16, 2005

ADEUS PETER BENENSON

Por vezes é assim: ficamos a saber que uma pessoa existiu apenas quando ela morre.
Aconteceu-me isso com Peter Benenson, o generoso fundador da Amnistia Internacional, mas nem por isso o meu respeito e a minha gratidão são menores.
Em 25 de Fevereiro passado, o mundo ficou mais pobre: Peter Benenson, com 83 anos, após uma semana de coma no culminar de doença prolongada, faleceu no hospital John Radcliffe de Oxford, sul de Londres.
O evento em Portugal teve quase nenhuma repercussão - pouco mais do que uma peça no SIC-Notícias, um canal por cabo - ao contrário do que aconteceu noutros países; no entanto, Portugal foi o cenário que desencadeou a acção que levou à criação da AI.
Estávamos em 1961. Em vários jornais estrangeiros surgiu a notícia de que dois estudantes portugueses haviam sido condenados a sete anos de prisão por terem brindado à liberdade num café de Lisboa. De Londres, o advogado britânico, então com 40 anos, escreve uma carta de protesto às autoridades portuguesas. Com este gesto, Benenson assumiu perante si próprio, a sua família e o mundo o destino escolhido para o resto da sua vida. Em 28 de Maio desse ano, no jornal dominical britânico "Observer", são publicados, num artigo de capa, as bases da constituição da AI.
Desde o auxílio que prestou aos órfãos da Guerra Civil de Espanha (1936-1939), passando pelo apoio a judeus fugidos do nazismo para o Reino Unido, até aos nossos dias, Benenson envolveu-se em diversas actividades de solidariedade para com os injustiçados, sendo a Amnistia Internacional a sua obra máxima para trabalhar neste campo.
Quando a Organização completou 25 anos, Benenson acendeu uma vela envolta em arame farpado, e, deste modo, criou, provavelmente sem querer, o seu logotipo.
A comunidade mundial reconheceu o valor do trabalho realizado pela AI, atribuindo-lhe, respectivamente, em 1977 o Prémio Nobel, e em 1978 o Prémio dos Direitos Humanos da ONU.
Pode dizer-se, sem apelar a lugares comuns, que Peter Benenson faleceu mas não morreu. Ele perdura na memória afectiva de sua mulher e de suas duas filhas; ele perdura na memória grata de todos aqueles que defendeu, mesmo sem sucesso; ele perdura na memória respeitosa de todos aqueles que, directa ou indirectamente, o conheceram, mesmo já tarde, como eu; e perdura, de modo muito especial, na acção empenhada dos cerca de 1,8 milhões de activistas que, integrados na maior organização independente de direitos humanos, procuram fazer deste mundo um mundo melhor.
A secção portuguesa da Amnistia Internacional diz que realizará "um evento de tributo". Por todos os motivos, deve-lhe isso com eco nacional. Mas, como até agora não se sabe quando, nem onde, nem como, oxalá não se fique pelas intenções.

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sexta-feira, março 11, 2005

RECIFE E O (DES)GOSTO PELO TRABALHO (CADERNO DE VIAGENS)

Após o almoço desta sexta-feira, embaciada de nuvens e medonha de calor, tive de me dirigir ao centro da cidade para resolver assuntos de tribunal, relacionados com uma trafulhice de uma transportadora do Recife a quem encomendara a mudança dos meus pertences que se encontravam a 3.600 km, noutro Estado, no sul. A transportadora em questão passou, sem meu consentimento, a missão a uma outra, a quem não pagou o serviço, ficou com o meu dinheiro e os sócios desapareceram. Enfim, coisa banal e corriqueira nos negócios daqui, com a conseqüente denúncia da minha parte na Justiça.
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terça-feira, março 08, 2005

MACHISMO, FEMINISMO E GESTOS INDIGESTOS, OU DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Mais de 30.000 mulheres começam amanhã, em São Paulo uma marcha mundial para dar a conhecer a "Carta Mundial das Mulheres". Esta caminhada simbólica deverá percorrer 53 países antes de chegar, a 17 de Outubro, ao Burkina Faso.
"Correio da Manhã", Lisboa, 7 de Março de 2005.

Comemora-se nesta data o Dia Internacional da Mulher. A uma primeira vista, cínica, a ideia mestra parece ser: se a mulher passa o ano a ser agredida física, mental e espiritualmente, conceda-se-lhe, então, um diazito de descanso para receber umas flores, ouvir uns poemas e ser tema de uns tantos colóquios e debates; fica bem, desanuvia, ocupa pessoas que procuram enganar o tédio e... não se fala mais no assunto...
Mas nem tudo isto corresponde à verdade objectiva e subjectiva. Algumas das flores têm espinhos traiçoeiros, alguns dos poemas são rimas de pé quebrado, alguns dos colóquios e debates não passam de um desenrolar inconsequente de lugares comuns ou um manual de afirmações sem sentido por falta de fundamento. No outro polo, há muita gente bem intencionada no processo de denúncia e de luta contra a desigualdade de oportunidades, embora raramente se consiga ir além daquilo que o sistema permite, e que é a fronteira do recuperável em benefício do próprio sistema. Quanto à questão da agressão constante, as estatísticas da polícia, dos hospitais, dos advogados, dos tribunais e as conversas de corredor e de escada confirmam agressões. Muitas agressões.
Mas, se passarmos para o recinto mais amplo da espécie humana, vemos que o índice objecto de agressão não se dilui pelo simples facto de o tornarmos extensivo ao homem. Isto é, a espécie agride indiscriminadamente, não em função do sexo ou de outras variáveis consideradas de per si. Agride, fundamentalmente, por duas razões: quando não consegue atingir os seus objectivos, sejam eles motivados por necessidades reais ou por necessidades induzidas (pela publicidade, por exemplo), por necessidades imediatas (do próprio) ou por necessidades de atalho (que, geralmente, beneficiam terceiros); e agride quando sente a sua segurança ameaçada. Do silêncio que pretende ignorar, ao insulto que pretende amesquinhar, do soco que pretende neutralizar, à guerra que pretende destruir, toda a agressão se explica por aquelas duas razões ? concluem diversos estudos feitos pelos investigadores da área comportamental. E, neste encadeamento agressivo, nem sempre a frustração ou a insegurança se traduzem em actos sobre aquilo que as origina. Muitas vezes incidem sobre o objecto mais próximo (pessoa, animal, coisa ou ideia) e, sempre, sobre o mais vulnerável, mais susceptível de submissão.
Voltando ao círculo restrito da mulher, verificamos que, ou pela afirmação pacífica numa prática quotidiana, ou por acções de agitação da opinião e das instituições, a mulher tem mostrado e conseguido fazer valer as suas competências. Dificultada pela agressividade do homem, resultante duma consciência de menor preparação biológica e psicológica camuflada pela supremacia muscular, a operação tem sido difícil mas apresenta resultados positivos para a própria mulher e para a espécie no seu conjunto.
No entanto, as confusões que subsistem produzem comportamentos femininos aberrantes que se tornam nos melhores aliados das ideias e atitudes contra as quais se quer fazer frente.
Para muitas mulheres, a emancipação, no sentido da assunção plena do seu papel, do seu estatuto, dos seus direitos como mulheres e como pessoas, passa, ainda, pela cópia do modelo masculino, suplantando-o naquilo que ele tem de pior. As mulheres estão a fumar assustadoramente mais, a beber assustadoramente mais, a desleixar-se assustadoramente mais na compustura do porte, da palavra e do gesto, exibindo, por exemplo, o insulto verbalizado ao volante como um emblema de igualdade. Numa destas manhãs assisti à cena degradante de uma ?senhora? num automóvel reluzente a desbocar um palavrão de primeira instância para outra condutora, acompanhando a palavra de um gesto de três dedos, para que não restassem dúvidas quanto à intenção.
Neste processo de "identificação com o agressor", a cópia no feminino do pior do masculino não conduz à emancipação nem é sinal de liberdade; pelo contrário, contribui apenas para perpetuar o Dia Internacional da Mulher-menor.
Para as mulheres que gostam de ser mártires desse dia não vai o meu apreço, nem como homem, nem como pessoa. Às mulheres para quem a inteligência, o afecto, o carinho e o sorriso, o profissionalismo, o corpo e o espírito como um todo, são instrumentos que fazem de cada dia mais um Dia da Mulher e do Homem, a essas, o meu obrigado por serem Mulheres.

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domingo, março 06, 2005

RECIFE, IMPUNIDADE, DESCONHECIMENTO E DESCONTROLO (CADERNO DE VIAGENS)

Domingo, 30 de Janeiro, quatro horas e vinte minutos da madrugada, Bairro de Areias, a cerca de 20 km do centro do Recife.
Dormia tranqüilo há muito tempo quando fui brutalmente despertado pela explosão dos alto-falantes de um automóvel particular que estacionara junto do meu prédio, e debitava os ruídos estridentes de uma qualquer banda roufenha. Como nunca se sabe em que estado de corpo e de espírito se encontram os autores de semelhantes actos, resolvi, por precaução, não descer à rua para reclamar o direito ao meu descanso, mas, em vez disso, telefonar para o 12º Batalhão da Polícia Militar, o que zela pelo meu bairro, pedindo a sua intervenção.
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sábado, março 05, 2005

A PRECISÃO CIRÚRGICA AMERICANA

O exército americano, auto-proclamado e convencido especialista em operações de guerra de precisão cirúrgica, mais uma vez levou a confusão ao terreno e o luto a uma família. Por pouco obtinham os louros de ter conseguido em segundos o que extremistas iraquianos não consumaram durante um mês de cativeiro: matar Giuliana Sgrena, a jornalista italiana ex-refém libertada.
O primeiro-ministro italiano, Berlusconi, enraivecido, convocou de urgência o embaixador americano em Roma para que este lhe prestasse esclarecimentos e ouvisse os seus protestos oficiais.
George Bush apresentou condolências por telefone e prometeu, circunstancialmente, que o caso iria ser investigado. Conhecendo o autor da promessa, é lícito supor que a justificação já está cozinhada, se não o estava antecipadamente, e tudo tenderá para o esquecimento.
A menos que vingue e seja provada a tese de Pier Scolari, marido da jornalista, que defende que os Estados Unidos armaram uma emboscada ao automóvel em que Sgrena era conduzida por agentes da polícia secreta italiana, por não quererem que ela saísse viva do país, devido às informações que obtivera durante a sua missão de reportagem no Iraque, para o jornal de esquerda "Il Manifesto", em particular no que diz respeito aos refugiados de Falujah, acolhidos numa mesquita de Bagdá após o bombardeio dos norte-americanos à principal região sunita.
Em que medida a posse dessas informações foi decisiva para a sua libertação pelos sequestradores, talvez possa vir a saber-se mais tarde.
Para além disto tudo, a jornalista também era persona non grata dos americanos porque o seu apelo no cativeiro para que o governo italiano retirasse as suas tropas do Iraque provocou em Roma uma marcha de milhares de pessoas que se manifestaram contra a presença italiana no teatro de operações, em paralelo com manifestações frequentes pela sua libertação.
Ora, para grandes males grandes remédios, e, nalguns tipos de terapia, os americanos são, de facto, cirurgiões de reconhecida fama e proveito.

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quinta-feira, março 03, 2005

AUTOCARRO DE PORTUGUESES ASSALTADO NO RECIFE (CADERNO DE VIAGENS)

Nem de propósito. Há dias, em crónica anterior, prometi adiantar alguns dados que pudessem contribuir para justificar a quebra de turismo no Estado de Pernambuco, conforme notícia veiculada por um dos principais órgãos de informação da capital, Recife.
Para além das crónicas que se lhe seguiram com descrições e narrações que lançam alguma luz sobre o assunto, esta hoje resulta, testemunho actualíssimo, de matéria publicada nesta data e na data de ontem em vários jornais do Brasil e de Portugal, pelo menos.
Na opinião das autoridades policiais e segundo declarações de políticos,
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quarta-feira, março 02, 2005

RECIFE DA VIOLÊNCIA (CADERNO DE VIAGENS)

Recolha aleatória de notícias nos 3 principais jornais de Pernambuco, sediados na capital, Recife.
Terça-feira, 1 de Março.
Folha de Pernambuco: "Um tiroteio ocorrido na madrugada de ontem em frente ao clube (...) deixou o saldo de 1 morto (21 anos) e 3 feridos (17, 19 e 49 anos)". "O delegado (...) já tem a identificação dos autores das mortes de 3 mulheres, ocorridas em menos de 24 horas, na última sexta-feira (...)".
Jornal do Comércio: "A polícia espera para esta terça-feira a apresentação do policial militar (...) namorado da estudante (...) 23 anos, encontrada morta, na madrugada de domingo 27, dentro de casa (...), zona sul do Recife".
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terça-feira, março 01, 2005

RECIFE E A CULTURA DO LIXO (CADERNO DE VIAGENS)


A produção de lixo e o que fazer com ele é um problema que ocupa, preocupa e, às vezes, aflige os responsáveis pela gestão das comunidades. Mas o destino imediato, acto contínuo, do resíduo ocasionado depende da consciência ecológica e da educação de base do agente consumidor: nalgumas cidades, o chão é de uma limpeza imaculada, sendo os próprios cidadãos a exercer uma mútua acção pedagógica nesse sentido; noutras, a desconsideração e o desprezo são de tal ordem que um visitante daquelas primeiras poderá ser levado, legitimamente, a pensar que se passeia por uma lixeira a céu aberto.
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