Free JavaScripts provided
by The JavaScript Source

APARAS DE ESCRITA: TRANSFORMAR O MUNDO

na Internet no iG em Notícias
Statistiche sito,contatore visite, counter web invisibile TRANSLATE THIS PAGE

terça-feira, janeiro 03, 2006

TRANSFORMAR O MUNDO


Se deixarmos este mundo da mesma forma como o encontrámos, a nossa passagem por ele não fez qualquer sentido.
A opinião pertence a São Paulo. Passados tantos séculos, ela continua, porém, a ser verdadeira e motivadora, dirigida por palavras simples, objectivas e certeiras às nossas consciências.
Compete-nos, pois, transformar o mundo. Toda a missão passa por aí. Claro que há diversas maneiras de o fazer, e alguns usaram e usam processos catastróficos. Mas, como é óbvio, "transformar" é aqui usado no sentido construtivo do termo, no sentido do serviço prestado ao homem pelo homem.
Assim, cada um de nós, na respectiva actividade e à sua maneira, deverá ser um transformador.
E, seja na profissão, seja no relacionamento interpessoal ou intragrupal, por mais simples ou por mais complexos, não cabe dizer que há posições privilegiadas em relação a outras na contribuição para este processo. O que poderá haver, talvez, é graus de responsabilidade diferentes no assunto.
A título de exemplo, exemplo que me diz respeito, refiro o jornalismo.
A notícia, a reportagem, a entrevista, a crónica, o editorial, até as simples "breves", podem e devem ser alavancas de transformação do mundo.
Nota-se, porém, uma tendência cada vez maior para que a notícia, o principal produto do jornalista, se pareça com um balão asséptico largado na atmosfera para quem o quiser agarrar. Sem preocupações de interpretar, esclarecer e opinar, sempre que a oportunidade se apresenta, limita-se, praticamente, a cumprir uma função comercial, esquecendo, de todo, a função social intrínseca.
Vender mais papel ou facturar mais audiência parecem ser os objectivos máximos dos chamados órgãos de comunicação de massa.
É frequente uma notícia bombástica, quer pela forma como é apresentada, quer pelo seu conteúdo, merecedora de um aprofundamento da situação que relata até chegar a um desfecho elucidativo para o leitor, ser abandonada logo após ter cumprido a sua função comercial.
É verdade que no modelo económico em que vivemos qualquer órgão de informação tem de ser lucrativo. Mas a questão não está em ganhar dinheiro, mas sim em como se ganha o dinheiro. E é este questionamento ético, deontológico, que falta, muitas vezes, na informação.
Embora não haja receitas miraculosas, nem cartilhas irrepreensíveis, nem doutrina incontestável sobre o tema, a prática poderá sustentar-se numa filosofia em que os principais vectores sejam o bom senso, a responsabilidade, a honestidade e, já agora, por que não, a coerência editorial.
Ao contrário do que possa pensar-se, a busca da pureza da objectividade, que tanta polémica tem gerado e continua a gerar, atrapalha, com frequência o bom jornalismo. Confunde-se verdade, que é o facto, com objectividade, que é utopia. Daí resulta como notícia um amontoado de palavras, sem cor, deslavado, descomprometido quanto ao processo de transformação.
Por outro lado, o comprometimento encapotado com o governo ou um partido político retira, quando descoberto, credibilidade ao jornalista, ao meio de comunicação, e ao jornalismo. Compromete, assim, o processo de transformação. Um jornalismo assim estagna, apodrece, e morre.
Mas se ele for vivo, à medida que esse processo de transformação se vai operando, o próprio jornalismo tem necessidade de se transformar, adaptando-se às novas situações e circunstâncias. Quer dizer, à medida que participa na transformação, ele próprio se renova e actualiza.
Se assim for, se quem faz o jornalismo não deixou o mundo como o encontrou, mas o tornou mais acessível, através da narrativa, mais compreensível, através do esclarecimento, melhor, através da pressão das opiniões veiculadas, então valeu a pena ter passado por ele, valeu a pena ter existido.
Que o novo ano valha a pena para quem escreve jornalismo. E para quem lê, também.

1 Comments:

At terça-feira, fevereiro 14, 2006 6:25:00 da manhã, Anonymous Luís Alves de Fraga said...

Fazem falta crónicas deste tipo. É preciso divulgar esta ideia. José Luiz, vamos escrever mais? O seu «pensar» o Brasil é uma lufada de ar novo no lado de cá do Atlântico, no lado do «Velho Mundo». Fico à espera de mais.

 

Enviar um comentário

<< Home

[ View Guestbook ] [ Sign Guestbook ]
Get a FREE guestbook here!
Votez pour ce site au Weborama eXTReMe Tracker Estou no Blog.com.pt Bravenet.com Eu estou no Blog List

trueFresco.Org - destination Fresco Painting Society

trueFresco.Org- ArtWorld Link Partner Directory



O Ponto de Encontro dos Blogueiros do Brasil --> Licença Creative Commons
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons para José Luiz Farinha.