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APARAS DE ESCRITA: GEORGE BUSH SERÁ CONDENADO À MORTE?

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quinta-feira, novembro 16, 2006

GEORGE BUSH SERÁ CONDENADO À MORTE?


A pergunta decorre do resultado do primeiro julgamento de Saddam Hussein, divulgado no passado dia 4: morte por enforcamento, habitualmente destinada a criminosos comuns. A sentença, lida por um juiz curdo, é o culminar de um processo sob o rótulo de "crimes contra a humanidade".

Este julgamento não foi, propriamente, um exemplo de transparência ao longo dos onze meses de duração.
Onze pessoas foram assassinadas, entre as quais três advogados de defesa.
O primeiro juiz foi substituído, talvez porque a sua actuação não cumpria os objectivos da Administração Bush que pretendia um resultado rápido, de modo a "mostrar serviço" do presidente antes das eleições para a Câmara dos Representantes e para o Senado; além disso, tal resultado não poderia ser menor do que uma condenação pesada, de modo a justificar por outra via a guerra do Iraque, já que as anteriores alegações para a invasão tinha redondamente falhado junto da opinião pública, mesmo da americana, esta cada vez mais em desacordo com o seu presidente no tocante à guerra.
No entanto, aquele desfecho não impediu George W. Bush de perder a sua influência nos dois órgãos legislativos.
Os crimes contra a humanidade que deram origem ao processo referem-se aos 148 civis xiitas mortos em 1982 na localidade de Duhail, como represália por um atentado contra a vida de Saddam, então presidente do Iraque.
Xiitas e Sunitas são duas facções religiosas (Saddam pertence à última) que se degladiam há muito, considerando cada uma delas que detém a verdade exclusiva sobre a interpretação do Alcorão, o livro sagrado dos maometanos, correspondente à Bíblia dos cristãos. Uma das principais questões reside na forma de transmissão do Poder que, para os xiitas, permitiria questionar a posição ocupada por Saddam.
Ora, logo após o atentado sofrido pelos americanos às suas Torres Gémeas, em 2001, em muitos pontos ainda mal esclarecido, George W. Bush iniciou uma acção de vingança, do mesmo modo que Saddam fizera anos antes perante o atentado de que fora alvo.
Face à incapacidade demonstrada pelos EUA de caçar Osama Ben Laden, apresentado como mentor e planejador do atentado, Bush vira-se contra Hussein, que não fora visto nem achado para o caso, e inventa uma história mal contada, mais para consumo interno do que para o exterior, acerca de armas de destruição maciça que os iraquianos possuiriam.
Um especialista americano, integrante da comissão constituída para estudar o caso, que declarou publicamente, e no principal auditório político mundial que é a ONU, a inexistência de tais armas foi demitido, democraticamente e a bem da nação americana, dos cargos que ocupava.
Bush invadiu o Iraque e as alardeadas armas jamais apareceram. Mesmo assim, Bush continuou a matar, massacrar, torturar e destruir.
Por causa de um atentado, Saddam Hussein matou 148 iraquianos.
Por causa de um atentado, George W. Bush matou (e continua) 100.000 iraquianos, mais civis do que militares, e alguns milhares de militares americanos também.
A pergunta parece, pois, razoável: George W. Bush será condenado à morte por crimes contra a humanidade, depois de julgado por um tribunal tão "imparcial" e "isento" quanto o que julgou Hussein?

1 Comments:

At domingo, fevereiro 11, 2007 1:41:00 da manhã, Anonymous Sol do Deserto said...

Gostaria de saber a opinião de todo o MUNDO!

Texto muito bem apropriado ao contexto atual pois reproduz a VERDADE!

 

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