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APARAS DE ESCRITA: SECTARISMO PAPAL

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sexta-feira, julho 13, 2007

SECTARISMO PAPAL



Joseph Ratzinger já o tinha insinuado, mesmo antes de ser papa, depois defendido em ambientes restritos, primeiro, e noutros mais alargados, posteriormente. Após os balões de ensaio, a preparação do terreno, publicou-o em documento do Vaticano, com todos os carimbos, chancelas, selos, sinetes e assinaturas a que tem de recorrer para afirmar a sua autoridade. Ou seja, proclamou-o oficialmente, universalmente, redundantemente, categoricamente e, convenhamos, arrogantemente, insultuosamente, provocantemente e... ridiculamente. Que me desculpe Bento XVI a franqueza, mas cada coisa tem o seu nome, embora eu suponha, com elevado grau de certeza, que SS não está interessado nem numa vírgula das minhas opiniões.

Bento XVI pôde, finalmente, arremessar ao mundo, ex-cathedra, sustentado na infalibilidade que a falibilidade de um punhado de homens resolveu atribuir aos papas em 1870 – quase dois mil anos após a existência de Jesus Cristo que, obviamente, não tem qualquer responsabilidade nessa absurda e contra-natura decisão – aquilo que lhe andava atravessado na garganta, pelo menos desde os tempos em que era o cardeal responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé, o novo nome da Inquisição que, contrariamente ao que muita gente pensa, não foi, afinal, extinta.
Que decretou, pois, SS? Que "só há salvação possível dentro da igreja católica". Refere-se, evidentemente, à salvação da alma, já que da salvação material das suas ovelhas o Vaticano não quer saber, embora seja dos maiores possuidores de bens sumptuários do mundo, e muito zelo ponha na sua preservação.
Trata-se, por conseguinte, de um assunto relativo ao credo, ou, melhor dizendo, aos credos. E, nesse âmbito, a palavra de Bento XVI, assertiva e sem consentimento de réplica, condena de forma irrecuperável todos os seguidores das grandes religiões, algumas anteriores ao cristianismo, todos os participantes da inumerável quantidade de igrejas espalhadas pelo planeta, das mais variadas orientações teológicas e filosóficas, e todos aqueles, que honestamente, deliberadamente e corajosamente procuram os caminhos que conduzem a Deus – não o deus exclusivista e mesquinho de Ratzinger, mas o acolhedor e generoso Deus cósmico.
Qualquer tentativa de procurar directa ou indirectamente nas palavras de Cristo, afinal a única fonte autorizada, qualquer indício de ter exigido esta discriminação, ou fundamentos que legitimem a assertiva de Bento XVI será perda de tempo; se, pior, se declarar que sim, que uma, outra ou ambas existem nos livros ditos sagrados, então estamos em presença de má-fé, desonestidade intelectual e falsidade ideológica. Se, comprovadamente, Cristo tivesse sugerido tamanha barbaridade, então seria necessário rever toda a imagem que dele têm cristãos e não-cristãos.
O Vaticano sabe disso. Mas, de há algum tempo a esta parte, ainda Ratzinger era conselheiro especial de João XXIII, a Santa Sé parece acreditar que o mundo é composto por mentecaptos, que a suprema inteligência da classe clerical pode manobrar docemente sem encontrar resistências. Por isso lança este tipo de atordoadas de carácter aterrorizante, a que só falta o toque folclórico dum inferno em chamas, e de fogueiras inquisitoriais na Praça de São Pedro, para coagir, à boa maneira medieval, a permanência na, ou o regresso à igreja católica – já que a conquista de novos aderentes se mostra cada vez menos exequíveis.
O grande problema do Vaticano é, precisamente, a fuga irreversível e sem reposição de fieis que se tem verificado de há largos anos a esta parte, cujo destino é, em grande parte, igrejas evangélicas, mercê de erros crassos de doutrina e apostolado, consumados, com especial ênfase, pelos dois últimos papados.
A Igreja não quis ou não foi capaz de acompanhar a evolução do mundo, com medo de perder a sua identidade. Assim, manteve a fachada mumificada e perdeu e continua a perder crentes, muitos, em países tradicionalmente católicos. Foi uma opção, embora pouco consentânea com a missão duma Igreja.
Veja-se o que aconteceu com a recente deslocação de Bento XVI ao Brasil. Os eventos de maior destaque e significado não conseguiram reunir, sequer, 1 milhão de almas, mesmo turistas, num país com perto de 200 milhões de habitantes, de quem o Vaticano se vangloriara na véspera da visita de serem católicos 86%. Em contrapartida, uma para da gay e um desfile de evangélicos, em dias diferentes mas perto da estada de Bento XVI, mobilizaram, cada um, à volta de 4 milhões de pessoas.
A sangria representa duas preocupações para o Vaticano: a perda de influência, a favor de igrejas protestantes, e a diminuição drástica de receitas em numerário para os cofres papais, em proveito daqueles mesmos beneficiários.
Fora daqui, são escassas as inquietações da Santa Sé.
Bento XVI já provou que é especialista em provocar conflitos de intolerância: Por duas vezes, com declarações suas deu origem a sérias contendas com os muçulmanos. Agora insulta e hostiliza grande parte do mundo, não apenas o muçulmano.
"Só é possível a salvação no seio da igreja católica".
Se tal fosse a opinião de algum enfatuado numa reunião de sociedade, ou numa declaração de jornal, tratar-se-ia de mau gosto, deselegância e, até, imbecilidade. Vinda de onde vem, a afirmação só pode ter o nome de sectarismo.
Este é o nome. Quem não quer parecer lobo, não lhe vista a pele.

1 Comments:

At sábado, junho 28, 2008 3:28:00 da tarde, Blogger Julia said...

nossa, q atitude ridicula...
num gosta da igreja??
fik na sua, guarda suas opiniões pra vc, e respeita um pouco as pessoas!!

Aff

 

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