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APARAS DE ESCRITA: UM DESPORTO QUE É TUDO MENOS ISSO

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terça-feira, julho 25, 2006

UM DESPORTO QUE É TUDO MENOS ISSO


Terminou o Campeonato Mundial de Futebol, no Brasil chamado Copa do Mundo, e terminou da melhor maneira.
Não que eu queira dizer que a melhor maneira de resolver um desafio ou dirimir um conflito seja uma cornada, por mais magníficos que sejam os cornos, por mais enviesado que seja no seu comportamento o alvo desses cornos.
O que eu quero dizer é que esse tal Campeonato Mundial de Futebol terminou da melhor maneira porque se desmistificou a si próprio, mostrando o verdadeiro rosto do futebol contemporâneo.
A selvagem e, por isso mesmo, espantosa, marrada do jogador francês sobre o seu adversário italiano nessa final do Campeonato Mundial de Futebol declarou mais uma vez, mais uma vez para quem andava distraído, que o futebol há muito deixou de ser um desporto para passar a ser um negócio.
Qualquer negócio tem regras próprias. Era previsível que o futebol, como negócio, tendo à frente do negócio os mais apropriados para esse tipo de negócio, se tornasse num negócio mafioso, em que tudo vale: o insulto nos gestos, a agressão verbal, a eliminação física no terreno, a fraude na venda das entradas, a compra de árbitros, a corrupção dos dirigentes dos clubes.
Não está em causa saber se o jogador francês reagiu emocionalmente, descontroladamente, perante a pressão do cansaço e da tensão de uma final em prolongamento, a uma provocação de topo de gama do jogador italiano.
Claro que esse italiano não estará inocente, porque se hoje não há santos, com certeza que se os houvesse eles não seriam recrutados entre os jogadores de futebol.
Mas a questão é outra. A questão está naquilo que milhões e milhões de espectadores e ouvintes puderam ver e escutar no estádio, e através das televisões, das rádios e dos jornais.
A reacção do francês verificou-se porque o futebol não é desporto.
Nem mesmo a presença do presidente da França na tribuna inibiu o jogador francês de quebrar o verniz que alguma imprensa lhe atribuía, mas que, como se viu, era de má qualidade.
Dizia um amigo meu que "tudo se parece com o dono da casa, até a tranca da porta".
E, na verdade, nessa equipa francesa, o próprio treinador foi um exemplo de má educação e grosseria ao longo do campeonato, um exemplo de arrogância, um exemplo daquilo que o desporto não deve ser. Desde algumas declarações deslocadas que fez durante a competição, até à forma deselegante e deseducada como retirou a medalha do 2º lugar logo que ela lhe foi concedida, tudo indica que esse cavalheiro, que, ao que parece, de cavalheiro nada tem, não possuía competência ética para dirigir uma equipa desportiva, mesmo sabendo que o futebol de desporto só tem o nome.
A propósito de nomes, os dos intervenientes em todas essas situações desagradáveis não devem passar à História por não poderem servir de exemplo para ninguém, a não ser daquilo que não se deve fazer. E daquilo que não se deve fazer está o mundo já cheio de exemplos, sem precisar de mais. Que se esqueçam, pois, os nomes dessas pessoas, bem como os maus exemplos que elas deram, principalmente aos jovens.
Pena é que estes campeonatos representem tanto desperdício de dinheiro, dinheiro consumido dos contribuintes sem que os contribuintes se apercebam disso. Dinheiro que faz falta para outras coisas. Dinheiro que poderia ser utilizado em projectos de desenvolvimento, mas que reverte em projectos de retrocesso daquilo que é o ser humano.
Claro que o espectáculo futebol interessa aos governos, já que ele está para os tempos modernos como a luta de gladiadores estava para o império romano, principalmente no seu mais acentuado declínio.
Por isso os governos investem milhões no espectáculo do futebol e nos respectivos acessórios. Por isso os governos perdoam aos cidadãos jogadores os impostos sobre os seus salários milionários, fomentando, assim, uma forte injustiça social.
Para os governos, a compensação está no embrutecimento do povo que, expandindo as suas energias no futebol, galvanizando as discussões no futebol, deixa de pensar nos reais e candentes problemas do país em que vive. Assim, os governos, os regimes e os sistemas se mantêm.
O futebol, droga distribuída gratuitamente aos eleitores, é um dos ópios mais caros aos governos, caros de queridos, caros de dispendiosos; ópio que os governos pagam caro - com o dinheiro do trabalho dos contribuintes, já se vê.

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